é novo?


12/05/2012


Alguns Amores Vão Ter que Esperar

 

Os problemas se explodem em estilhaços de espelhos

Os parâmetros grisalhos seus aparelhos se apedrejam

Espíritos emaranhados nas pirâmides espreitam suas testas

Exploram suas cinco pontas, "por quê pois esperam de ponta cabeça?"

 

Deslisam doces curvas como uvas de vinícolas

Pendulam escorregam saboream e sussegam

Dispersivas monalisas expelidas expremidas

Nossas salas vespertinas que sintilam despedidas

 

Mas os poros se prensaram, importaram e exportaram

A preços apressados os apreços e percalços

A passos descalços sem falsos abraços

Espirais que separam e escapam presságios

 

Espirro aturdido!

 

Esses sepulcros são cilhos

Estojos vãos remunidos

Talvez dia nos digo

Mas ora... ora a oração de uma hora

 

Alguns amores vão ter que esperar

Escrito por ciola às 13h11
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05/03/2012


às vezes eu penso em como perdi minha namorada no poker

 

...é. era uma noite dessas em que eu e ela, como de costume, estávamos nos divertindo com nossos amigos. entre nós dois, a sós, as coisas eram complicadas às vezes. mas entre amigos tudo era suavemente tranquilo na nossa relação. houve contudo, esta idéia vinda do além, pra cabeça de não me lembro mais quem, de jogar poker. as apostas eram qualquer coisa, menos de 5 reais o cacife... mas ela era boa no jogo, e eu não. ela tinha sorte, além de ser boa. e eu não, além de não ser. o jogo criou aquela atmosfera de tensão, de internalização, os amigos se tornaram rapidamente adversários. o fondue se tornou rapidamente a final do maior campeonato de poker em las vegas. e ela estava no jogo, e eu não. muito logo: olhar pra ela fumando compulsivamente, contando, desafiando, enganando, se tornara como olhar um monstro. e ela, na outra ponta, vendo minha cara de pânico, de criança assustada... acho que foi isso, era uma imagem artificial, pois assim como não estávamos em Vegas, aqueles rostos não duraríam pra sempre. mas penso agora que isso... só pode ter sido isso. isso foi o que derrubou o último pino em pé que a gente ainda insistia em manter no relacionamento. o amor existira, mas fora derrubado por simples falta de sintonia. um teatro rápido, que expôs faces intoleráveis de nossos seres, ao menos intoleráveis numa relação de amantes... e foi assim que eu perdi minha namorada no poker.

 

ou talvez tenha sido apenas descobrir que até esse negócio de poker era algo mais forte que a nossa relação: que não passava de um castelo de cartas. 

Escrito por ciola às 23h48
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17/07/2011


 

 

 - Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas...
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência...
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas...
[Conto Zen]

 


Escrito por ciola às 03h25
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12/07/2011


o grande lance acho que era criar mecanismos para que possamos nos desenvolver. dentro da luta e da militância, aumentar as exigências de forma gradual esperando que os ruins fiquem bons, os bons melhores e os melhores cada vez melhores.

 

mas o lance era fazer isso sem cair em qualquer tipo de mania de grandeza, porque aí, ferra tudo.

Escrito por ciola às 04h15
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11/04/2011


frase do meu pai (essa é importante):

 

"eu achei que eu tava errado. aí eu fui ver que quem tava errado era eu mesmo."

Escrito por ciola às 00h39
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16/03/2011


recomendo a quem comendo escolta

  remendo o mundo remoendo estampa

      em respondendo rompendo ao instrumento

          rendendo ao dente os repreendendo escovada

Escrito por ciola às 14h56
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11/02/2011


fico imaginando as sociedades futuras olhando pras vidas que se perdem e que são justificadas pela nossa devoção ao mercado.

 

o estranhamento será análogo àquele nós sentimos ao olhar para os cultos religiosos dos antigos, onde o sacrifício era prática corrente, natural e desejada.

 

 


Escrito por ciola às 15h04
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20/12/2010


tô trabalhando com essa menina que é lésbica.

 

e que por sinal é bem bonita.

 

e todos os dias eu insulto a Deus e dou graças aos céus porque ela é lésbica...

 

 

Escrito por ciola às 01h01
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03/12/2010


é o fim da era blog, 

 

este daqui está conhecendo agora o destino de muitos outros. trágico e inevitável.

 

não há mais nada para postar,

 

nenhuma crítica, diário ou mimimi. 

 

até nunca mais...

é o fim

o fim.

acabou.

 

 

 

 

 

a partir de agora apenas posts póstumos.

Escrito por ciola às 16h25
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23/11/2010


bourdieu

 

 

os quereres, de cada indivíduo de um determinado grupo, se organizam de forma tal para que, sobretudo, o grupo não deixe de existir. posto que sem este, o indivíduo não terá assegurada a sua posição no espaço social.

 

e agora?

 

como convenceremos alguém de que mudar o sistema é desejável?

 

a gente pode dizer: "a sua posição social é uma piada. isso aí num serve nem pra reciclagem... isso pra mim num é posição, é vácuo, é menos que isso é um cone, um boneco de joão-bobo... puta que pariu, sai dessa posição social que se não o pessoal aí vai começar a te tirar. se fosse eu hm, sei não... eu mudava pra uma posição melhorzinha... ou, fazia revolução, quer vim aí comigo?"

 

mas enfim, estamos falando também de sonhos. para comunistas como nós o sonho mora em outra sociedade, mas como roubar o sonho de qualquer outro. é como separar uma criança de seu ursinho predileto que vai pra cama consigo todas as noites. 

 

e de outro modo não haveria como argüir: "ó dôna, é assim, a gente vai tentar mudar tudo de lugar: os patrões serão pessoas comuns, as pessoas comuns serão mudadas, pois serão livres, as construções serão repensadas em outra lógica, assim como as vias e a distribuição de alimentos, até porque nós somos vegans, a gente já pensou em tudo, os rios serão despoluídos, os prédios administrativos atuais serão playgrounds, as igrejas evangélicas como a que a senhora freqüenta serão universidades livres, as lan-houses serão escolas, as escolas serão centros botânicos, os butecos serão viveiros de passáros, ou canis, dependendo da estrutura, as favelas serão centros de jogos cooperativos. mas você vai ficar onde está, pode ficar tranqüila, pra você não muda nada."

 

bom, já deu, chega dessas reflexões com ânimos de quatro da manhã.

 

mas talvez isso aqui seja uma pista: "uma classe, ou grupo de pessoas, nunca é fato dado nas coisas; ela é também representação e vontade, mas que só tem a possibilidade de se encarnar nas coisas (ou seja, de se tornar um fato tão corriqueiro, cotidiano e concreto quanto a faixa de pedestres por exemplo) se ela aproximar o que está objetivamente próximo e afastar o que está objetivamente distante."

Escrito por ciola às 18h03
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02/11/2010


 

 

 

 

 

 

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o amor a paz a esperança a fé a luz a graça a força o esplendor o bom o bem o divino a bondade a maravilha a flor a poesia o melhor o contente o lindo o belo a ternura o carinho o valioso o esmero o perfeito o doce o prazeroso a coragem a leveza a boa intenção a beleza a formosura a cor o importante o especial o fértil a felicidade a façanha a boa aventurança o genial o seguro o certo o completo a fartura a nobreza a sensualidade o sexo os contornos os tons a suavidade o ótimo o gratificante elegante charmoso o glamour o encantado o cintilante o sagaz a harmonia o desprendido a arte a liberdade o convincente e o conveniente o profundo e infinito a pureza a bonança e a natureza o genuíno e o salvo a amizade o sublime "o luar estrela do mar..." e tudo mais que está na música do djavan a nostalgia o perfume a andorinha os bons ventos a prosperidade e a perseverança e o aconchegante tudo isto...

 

...engolido por um monstro devorador de sonhos chamado setedamanhã.

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

Escrito por ciola às 00h33
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24/10/2010


o vôo do besouro

 

 

aproveitando essa época de baixa no ibope, vou falar de sacanagem porque ninguém vai notar...

 

 

bem, tudo começa quando na casa velha do meu irmão eles encontram, na garagem-depósito, uma coleção de revistas pornográficas e alguns livros de como aumentar o prazer da sua parceira na cama...

 

interrogando-se, meu irmão supõe que são as coisas do antigo morador da casa... que um dos amigos do meu irmão, por acaso, ainda tinha o contato.

 

quando foi comentar sobre o material pra-maiores-de-dezoito-anos encontrado na garagem, o pessoal falou:

 

- pois é, é do irmão do marcelo que morava aqui...

 

- esse irmão aí do marcelo... punheteiro hein... - comentou o meu irmão, trivialmente.

 

- nada mano, esse cara é um artista. 

 

- é? - estranhou meu irmão.

 

- pois é velho, desses livros que você achou aí, muitos deles foi o cara que escreveu.

 

- puxa, é mesmo!? - começou a se interessar...

 

- o cara desenvolveu uma técnica de sexo oral que funciona como nenhuma outra... é velho, pelo que o marcelo me contou o bagulho é mágico.

 

- nossa e aí? como funciona o negócio?...

 

- é uma técnica aí que eles chamam de borboleta sexual.*

 

o meu irmão foi me contando essa história na verdade, porque, quando ele tava mudando dessa casa que ele morava, a famosa epa-house, eu achei as revistas de sacanagem e fui fazer, pra ele, as mesmas perguntas que ele tinha feito pros camaradas dele....

na hora, confesso que fiquei até meio entusiasmado. me parecia que alguém tinha achado uma coisa que poderia revolucionar o sexo na nossa era. achei que talvez, enfim e antes tarde do que nunca, o orgasmo fosse ser democratizado... por alguns minutos me deixei impressionar.

 

por isso, eu tive que perguntar pro meu irmão: e aí? já tentou? 

 

ele disse;

 

- eu nunca cheguei a ler o livro não...

 

- e esses caras com quem você tava conversando? alguém já tentou? - perguntei

 

- eu até perguntei pra eles se eles já tinham experimentado a técnica alguma vez...

 

- e então...

 

- eles me disseram: "não mano, você tá louco. se você usa uma técnica dessas uma vez: as mina apaixona. num pode não..."

 

- ahn. - respondi desiludido

 

enfim, eis tudo: se a chave foi encontrada, ainda vai faltar achar homens que tenham a mãnha de acioná-la. e aí foi isso, tudo em vão.

 

 

* a técnica existe mesmo, e está muito bem descrita por um português, neste blog: http://coisasquetal.blogspot.com/2006/11/sexo-para-o-fim-de-semana.html

Escrito por ciola às 02h25
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18/10/2010


minha namorada é francesa...

 

me disse que estava pensando em vir morar no brasil pra ficar comigo. eu disse que ficava super feliz com a idéia. inclusive mandei pra ela três filmes brasileiros (escolhidos assim... ao acaso) de presente: "cidade de deus", "carandiru" e "tropa de elite".

 

ela adorou. os três. ainda elogiou essa capacidade de fazer ficção que nós temos aqui no brasil e que ela desconhecia. eu então, grato pelo elogio, mandei pra ela mais três filmes que foram "o prisioneiro da grade de ferro" "entreatos" "para além do cidadão kane" e "sou feia mais tô na moda", explicando pra ela que estes eram documentários, e especifiquei que o documentário é um filme que não é ficção, pois mostra uma realidade, algo que relamente acontece com pessoas reais num lugar sobretudo real.

 

ela (minha namorada, a francesa) disse que ficou comovida com os documentários, e que não via a hora de vir aqui comigo mergulhar nessa realidade social: para lutar por esse povo, chorar com esse povo, dançar funk com esse povo... enfim.

 

aí, eu - ainda mais contente e feliz - me debrucei pra tentar encontrar "o filme" que estaria a altura de tais preferências... uma escolha dura... entre "o cheiro do ralo" "o bandido da luz vermelha" o documentário "panair do brasil s.a.", mas o que eu busquei foi uma estratégia mais ousada, escolhi por bem mandar pra ela "guerra de canudos", e pra não ter erro, só deixei claro que era um filme recente sobre um evento que se passou há pouquíssimos anos atrás, em uma cidade pouco distante do bairro de pinheiros (em termos relativos eu não menti) e ao qual a mída foi negligente encobrindo qualquer vestígio do ocorrido.

 

bem, até agora ela não me respondeu.

 

o porquê eu não saberia dizer, se levou ao pé da letra tudo que expliquei, se ela interpretou mau alguma atitude minha, eu tenho o palpite de que ela se perdeu em questões de semiótica...

 

 

 

embora isso já tenha mais de 6 meses...

 

 

 

eu amo ela,

 

 

 

mas essa paz: oh lá lá, essa paz...

 

 

 

Escrito por ciola às 01h56
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22/08/2010


hoje, pra comemorar os dias que são os meus derradeiros aqui, fomos ver A Ciência dos Sonhos ao ar livre, e entrada ainda mais livre. do balacobaco: o filme e a situação. achei incrível como o cinema na praça nos faz sentir como dentro de um cinema de antigamente. a galera toda sentada onde quer - ou onde consegue - podendo fumar, e principalmente reagindo ativamente com o filme. em suma é como um cinema mais sem aquela coisa que nos remete ao avião, as cadeiras, os corredores, os lanterninhas / comissários de bordo. 

 

imaginez un avion qui vole, avec tous les passagers, mais sans les fauteuils, ni le pilot, ni les serveurs: que ce serait beau!...

 

- quanto a gente escreve asneiras em francês, elas correm o risco de parecer menos asnas...

 

e bom, com relação a isso tudo eu escrevi esse pequeno artigo:

 

 

 

            houve um tempo em que o cinema era repleto de interação, naquela época acho até que fazia páreo com o futebol (até porque o futebol não era o que é hoje). é uma pena que essa prática tenha desaparecido gradualmente nas grandes cidades e nos grandes cinemas - digo isso porque quando fui ver Tentáculos em uberlândia o pessoal tocava o puteiro com seus gritos incessantes e laserzinhos vermelhos, e se aparecia um peitinho de menina meu deus! o pessoal assobiava com o todo o esômago... houve essa época em que isto era generalizado. se o bandido aparecia na tela: pipoca, tomate, boné, pedra nesse farsante! se o mocinho estivesse prestes a cai numa emboscada: "atrás de você!" crianças e adultos teriam gritado. e se um personagem carismático morria na tela, você tirava o chapéu e ainda dava uma cotovelada pedindo ao camarada ao lado pra fazer o favor de tirar também ele, o seu chapéu.

 

           é uma pena que não tenha havido uma seqüência desse diálogo entre o público e a lona de projeção. ora, o fato de que os filmes foram migrando para uma temática mais intelectual, mais cult, não justifica de forma nenhuma essa interiorização profunda das emoções no cinema. poxa vida, como teria sido interessante ouvir a cacofonia dos pensamentos do público intelectualizado sendo expressa num espaço unibanco por exemplo. em fillmes de godard, coqueteau, buñuel, ou até mesmo almodóvar.... eles argumentariam, em gritos vigorosos, tendo por base os pensamentos que lhes vêm ao espírito. ouviríamos um homem na fileira da frente gritando "faça elevar o id que te castiga buscando o harmonizar o sentido sublimante do super-ego porra!... nem tudo é castração" ou ainda "o elemento não diegético no fundo tá sendo hiper-valorizado!", "esconde direito esse figurante!" , no lugar daquele silêncio: blasê, para aqueles que fingem que não se deixam emocionar pelo filme; e hipócrita, para aqueles que acham só que é um puta filme parado... no lugar desse silêncio ouviríamos: "volta para aquela subjetiva!", e um outro "é! subjetiva!" e quando ele volta pra subjetiva, todos hurram! e se ele retorna para o enquadramento contra-plongé, - todos vaiam!-  e uma vez mais para subjetiva, todos em côro: "yê!!!". os bilíngües então: ao menor sinal de que a legenda foi mau feita arremeçariam seus copinhos de café, pastilhas de nicotina, tickets de estacionamento,  livrinhos de bolso...

 

             quanto foi perdido na nossa prática de assistir filme no cinema. o público mudou e não foi por dentro, simplesmente silenciou-se. E se hoje a gente vai no cinema e tem uma epifania, vai ter que engolir ela inteirinha. se o filme é uma decepção completa, tem que esperar até o bar depois do filme com os amigos, se houverem amigos por perto, pra tentar lembrar as partes que embasavam os insultos, é pouco dinâmico. enfim, não existe mais a experiência imediata. e a gente vai se acostumando... a gente acostuma a ficar com no máximo aquela lágrima miúúúúda que vai até o canto direito do olho, mas que num chega nem a cair, volta pra dentro.

Escrito por ciola às 21h27
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20/08/2010


as últimas, de todas, daqui do outro lado (do oceano)

 

acima vocês vão ver os beijinhos no túmulo do oscar wilde, coisa de louco,

 

   

 

 

aqui agora tem essa menina que parece com a paula, eu fiquei olhando pra ela enquanto ela conversava com a alice esperando ela mencionar uma prima ou ao menos uma família no Brasil, só pra poder dizer: arrá! você é parente da paula... mas aparentemente ela num tem nenhum vínculo com o Brasil... talvez com a alemanha...

 

 

 

e para acabar, e tentar mostrar que nunca é tarde demais, nakano aprendendo com o professor ciola a andar de bicicleta:

 

 

 

Escrito por ciola às 10h30
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